Celulite: alimentação e suplementação a seu favor


O termo celulite foi descrito pela primeira vez em 1920 e apesar da palavra ser usada para descrever um distúrbio estético, estudos indicam que não são encontrados sinais de inflamação na pele acometida. Varias terminologias são usadas para definir tecnicamente a celulite como: hidrolipodistrofia ginoide, lipoedema, paniculose, entre outras.

A celulite afeta mais de 90% das mulheres principalmente após a puberdade e acomete especialmente a região glútea, coxas ou braços. A presença de gordura localizada pode ou não estar associada ao seu aparecimento.

Como não existe fisiopatogenia definida para celulite, também não é possível elaborar e definir protocolo para o tratamento e apesar de muitos autores investigarem as hipóteses para origem são muitas.

Segundo alguns autores as alterações causadas nos fibroblastos (células que produzem colágenos) especialmente pelo estímulo do estrogênio, promovem modificações estruturais na matriz celular causando uma série de alterações que comprometem o quadro. Esse mecanismo gera acúmulo de líquido entre os adipócitos com consequente deposição de colágeno na matriz-intersticial, levando ao início do processo de celulite.

A não uniformidade na deposição dessas fibras de colágeno acarreta esclerose irregular de tamanhos variados, tanto ao redor dos adipócitos quanto dos vasos sanguíneos. As mudanças no tamanho dos capilares levam quase sempre a formação de microaneurismas, por estrangulamento dos mesmos, permitindo o extravasamento de plasma para o interstício em conjunto com a presença de citocinas pró-inflamatórias e linfócitos, reforçando esta desordem, ou seja, inicio de um processo inflamatório celular e não a inflamação propriamente dita.

Dentre as principais causas da celulite é possível citar os hormônios, principalmente o estrogênio, o comprometimento vascular e a genética da mulher.

Existem também fatores como idade, obesidade, distúrbios circulatórios, estresse, fumo, desequilíbrios glandulares, diabetes, maus hábitos alimentares, disfunção hepática e dificuldade de reabsorção linfática. O tratamento para esse distúrbio estético deverá abordar todos os aspectos, assim como descobrir as causas da retenção de líquido (edema), proteger e fortalecer o sistema linfático e favorecer a desintoxicação celular por meio da dieta individualizada e suplementos específicos.

Alguns nutrientes se sobressaem na terapia nutricional para celulite, destacam-se: ácidos graxos essenciais (principalmente o ômega 3); vitaminas (complexo B, A, C, E, D); minerais (magnésio, zinco, boro, manganês, molibdênio, selênio, cromo); aminoácidos; colágeno hidrolisado; Silício orgânico; Boro (vegetais folhosos escuros, algas, rabanete e frutos do mar); Vitamina C (importante cofator na síntese de colágeno, garante melhora na textura da pele e hidratação, minimizando aspecto da celulite) seja por meio dos alimentos ou suplementos.

Ácido Elágico (Romã)

O extrato de romã apresenta efeito protetor contra a lesão celular induzida pelo envelhecimento e protege a formação de colágeno humano. Proporciona reparação e regeneração da epiderme, sendo indicado para terapia antienvelhecimento e celulite, minimiza o inchaço e o processo inflamatório celular. Pode ser indicado na forma de chás em infusão, no consumo das sementes e na forma oral a partir de extrato seco.

Silício

O silício é dos principais componentes para manter a estrutura do colágeno, pois aumenta a expressão da atividade da enzima prolina hidroxilase, responsável pela formação do colágeno. Neutraliza radicais livres prevenindo as reações de glicação. Mantém água ligada ao ácido hialurônico e às proteoglicanas, sendo responsáveis pela hidratação da pele. O silício da dieta é pouco absorvido pela baixa biodisponibilidade, nesse caso é fundamental e necessário a suplementação para adequar o estado normal do nutriente.

Resveratrol

O princípio bioativo muito estudado nos últimos anos pela alta capacidade antioxidante e propriedade anti-inflamatória participa ativamente como protetor para flexibilidade dos vasos sanguíneos. Uma fonte de resveratrol muito estudada atualmente é a uva, tanto na forma de alimento quando na forma de suplemento. A fruta colabora positivamente no fortalecimento dos capilares sanguíneos e todo sistema circulatório e possue efeito benéfico reduzindo edemas e restaurando vasos.

É importante ressaltar que, além de toda avaliação clínica, será a individualidade bioquímica de cada paciente que irá determinar a melhor conduta nutricional e escolha do alimento ou do princípio ativo correto e mais eficaz. A nutrição faz a integração entre todos os sistemas do corpo, enfatizando as relações que possam existir entre a bioquímica, fisiologia e nutrientes, o que possibilita um trabalho coeso e garantido nas terapias estéticas atuais. A dieta adequada e específica para cada quadro celulítico e a necessidade da suplementação será fundamental na maior parte dos tratamentos.

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