Estresse oxidativo x Queda de cabelo


O cabelo tem como função principal a proteção do couro cabeludo. A proteção contra os danos causados pelos raios ultravioletas deve-se a melanina presente no fio e o próprio cabelo que protegem contra frio ou calor excessivo; A melanina também é responsável por sua coloração, o que a determina é a genética do indivíduo.

O cabelo é composto por três camadas: cutícula, córtex e medula. A cutícula é a camada mais externa, possui as células queratinizadas responsáveis pela manutenção da estrutura da fibra capilar. O córtex é o responsável pelas propriedades mecânicas, nesse conjunto de células estão presentes a queratina e outras proteínas. Já a medula é a camada mais interna do folículo capilar. Ao redor do fio de cabelo ainda temos a bainha cuticular, radicular externa e radicular interna; o melanócito, a membrana basal e o tecido conjuntivo. Toda bainha é formada por tecido conjuntivo com alto teor de colágeno tipo I e III, laminina, fibronectina e proteoglicanas. A membrana basal possui um revestimento de microvasos e também a rede neural que são os responsáveis pela chegada de nutrientes. A queratina é uma proteína de forma espiralada responsável pela sustentação do cabelo, presente na matriz. Além da queratina, sua estrutura ainda possui outros 20 aminoácidos (são os componentes principais), água, lipídios, enxofre, ferro, cobre, zinco, iodo, lipídios e água.

A matriz celular na fase anágena, assim como as camadas mais internas da bainha epitelial ao longo de todo folículo são ricas em proteína MAP-2. Essa proteína vem sendo associada a perturbações do folículo que levam a destruição do mesmo e surgimento de alopecia.

O cabelo ainda possui as fases de desenvolvimento. A fase anágena seria o crescimento, tem uma duração de 2 a 6 anos, mas pode chegar a 10 anos. A fase catágena é a fase de repouso, cessando o crescimento, dura de 3 a 4 semanas. A fase telógena é a fase de queda, dura de 3 a 6 meses. Didaticamente usa-se a quarta fase, a kenógena, o intervalo entre a fase anágena e telógena. Há 8 anos, aproximadamente, foi descoberta uma região do folículo chamada bulge, essa região é formada por células pluripotentes capazes de formar novas células e nutrição do fio de cabelo, além de serem usadas também para muitas outras doenças capilares.

Dentro da normalidade, um couro cabeludo saudável perde em média de 50 a 100 fios por dia, que devem ser substituídos por novos fios, gerando assim um equilíbrio. Dentre os fatores que influenciam o desequilíbrio encontramos o estresse oxidativo que compromete o sistema circulatório periférico afetando a fixação dos fios. Química excessiva, falta de alguns nutrientes importantes para o crescimento, brilho e qualidade, algumas patologias, alergias alimentares, intoxicação por metais pesados e fatores genéticos também estão na lista dos fatores que influenciam na queda de cabelo.

Devido à composição do cabelo, qualquer fator que diminua os níveis de nutrientes no organismo ocasionará em alterações na pele e nos fios, como mudanças em termos de estrutura, cor, consistência e/ou aspecto, além de possível queda levando a destruição total do folículo. Por isso, os cabelos dependem de quantidades suficientes de nutrientes para manter a aparência saudável.

A queda de cabelo por estresse oxidativo pode ter uma relação direta com deficiência nutricional, uma vez que a deficiência de nutrientes está relacionada com hábitos alimentares, má absorção intestinal, sensibilidades alimentares, estresse físico ou mental.

Estresse oxidativo se define como o excesso de radicais livres presentes no organismo e ou diminuição dos agentes oxidantes, que favorece a ocorrência de lesões oxidativas nas macromoléculas e estruturas celulares, podendo resultar em morte celular. Torna-se prejudicial à saúde, causando várias alterações como câncer, diabetes e algumas alterações estéticas, como o envelhecimento precoce, queda de cabelo, hidrolipodistrofia ginóide (celulite) ou flacidez cutânea.

As espécies reativas de oxigênio (EROS) são oxidantes de maior importância biológica. Sua maior ação oxidante, quando estabilizadas é lesar estruturas celulares como fosfolipídios de membrana celulares, o DNA e as proteínas.

Sabe-se através de publicações cientificas que uma dieta altamente inflamatória, a atividade física intensa, o tabagismo, álcool, os xenobióticos e metais pesados também são responsáveis por gerar EROs e consequentemente maior acumulo de radicais livres e a diminuição dos antioxidantes próprios do organismo.

Está bem reportado que mais de 72% das mulheres com alopecia encontra-se com deficiência de ferro e com presença de grandes quantidades de cabelos na fase telógena. Na deficiência ferro: a concentração de linfócitos T circulantes é reduzida e a resposta mitogênica é prejudicada. Ferro interfere na atividade mitótica do pelo.

Substâncias inibidoras da absorção do ferro: Fitatos, polifenóis, elevadas quantidades de zinco (proporção ferro: zinco, 2,5:1 sem efeito inibitório), proteína de soja, ovos(rica em fosfoproteína a qual diminui absorção), chás, leite, antiácidos ricos em cálcio, hipocloridria, fosfatos. Substâncias estimuladoras: Ácido ascórbico (forma quelado com ferro na presença meio ácido que mantém solúvel no pH do intestino delgado), carnes, aves e pescados, ácido cítrico, málico, láctico, tartárico, produtos de fermentação da soja, riboflavina (B2-mobilização ferritina).

Nos processos de estresse oxidativo pode-se citar a leucotricose (cabelos brancos, canície, cabelos grisalhos. Espécies reativas de oxigênio implicam no folículo capilar e epiderme, levando a apoptose do melanócito e danos no DNA. À medida que se envelhece, a taxa de catalase no organismo diminui e a reação de “limpeza” ocorre mais lentamente, aumentando a quantidade de peróxido de hidrogênio -RL, consequentemente, aumento no percentual de cabelos grisalhos e brancos.

Os melanócitos da unidade de pigmento são seletivamente e altamente susceptíveis ao dano causado pelo estresse oxidativo exógeno e mesmo nos folículos mais jovens encontram-se altos danos ao DNA causado por estresse oxidativo e não só nos já grisalhos e mais velhos.

Para o sucesso da terapia nutricional funcional é necessário:

- Nutrir o bulbo capilar;

-Utilizar nutrientes que proporcionem reforço na circulação no bulbo, produção energia mitocondrial, reestruturação do folículo e matriz.

-Catequinas (reforça a microcirculação, encarregada do transporte de nutrientes para a matriz), licopeno, zinco (síntese de queratina, crescimento celular e estímulo matriz), ferro, magnésio, vitamina A, C e E, ômega-3 (EPA:DHA), silício orgânico, enxofre(MSM), colágeno hidrolisado, pantotenato de cálcio, taurina (aas), biotina, B6 e todo complexo B, CoQ10, probióticos.

A saúde capilar é proporcional à saúde orgânica como um todo, por isso para cuidar dos cabelos será sempre necessário analisar o indivíduo como um todo.

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