A influência da disbiose nas desordens cutâneas


A disbiose intestinal tem como características mudanças na qualidade e quantidade da microbiota intestinal, onde predomina o domínio de bactérias patogênicas sobre aquelas benéficas. Quando a microbiota sofre esse desequilíbrio e provoca alterações na mucosa intestinal, ocorre um aumento na permeabilidade intestinal e uma diminuição da seletividade da mucosa na absorção de toxinas, bactérias e proteínas, o que contribui para a inflamação local e/ou sistêmica.

A composição microbiana alterada na disbiose tem sido relacionada com inúmeras doenças devido à redução da imunidade e estímulo a processos inflamatórios. Além de câncer, doenças autoimunes, depressão, ansiedade, desconforto e inchaço abdominal, desnutrição e sobrepeso relacionados à disbiose, tem-se, ainda, as alterações dermatológicas como urticárias, eczema atópico, dermatites variadas e acne.

Entre as causas da disbiose, estão o uso indiscriminado de antibióticos e abuso de laxantes, o consumo excessivo de alimentos industrializados (corantes, conservantes), agrotóxicos e a diminuição da ingestão de frutas, verduras e legumes, má digestão, baixo consumo de fibras e o estresse.

Essas alterações cutâneas têm como característica a prevalência de algum tipo de resposta inflamatória e/ou alérgica e, ainda, a deficiência na absorção dos nutrientes responsáveis pela manutenção da qualidade da pele (epiderme, derme e hipoderme), além de alterar, de forma significativa, a barreira cutânea, assim, facilitando o aparecimento de doenças de pele como as relatadas acima.

Nos dias de hoje, falar de probióticos para emagrecimento, doenças inflamatórias, estética ou qualquer outro transtorno de saúde é comum devido ao grande número de trabalhos científicos que vêm surgindo nos últimos anos. Sabe-se que há probióticos responsáveis por tratar diretamente doenças de pele como rosácea, dermatites, acne e outras mais. O profissional da área deve ter conhecimento sobre a ação e resposta que cada cepa oferece, somente assim poderá ter o resultado desejado com a terapia nutricional.

Portanto, praticar uma dieta saudável não é apenas retirar os excessos da alimentação, mas, sim, estudar profundamente o que gera a disbiose no seu paciente e saber tratar de forma adequada com o uso de probióticos, prebióticos e os simbióticos. As desordens cutâneas estão intrinsecamente relacionadas com o equilíbrio da microbiota.

Alguns conceitos para melhor entendimento:

Probióticos: são micro-organismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem beneficio à saúde do hospedeiro (FAO).

Prebióticos: são fibras não digeríveis pela parte superior intestinal que são usadas como fonte alimentar para o crescimento e metabolismo das bactérias probióticas. As fibras prebióticas mais comuns são: inulina, pectina, fruto-oligossacarídeos (FOS).

Simbióticos: O termo simbiótico é dado a suplementos alimentares da associação de prebióticos com probióticos a fim de intensificar os efeitos dos dois componentes.

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