Nutrientes neuroprotetores e sua relação com as doenças do sistema nervoso


Doenças neurodegenerativas são caracterizadas por apoptose elevada de células neuronais em regiões específicas do cérebro, resultando em atrofia focal das regiões afetadas. Dentre as mais comuns, destacam-se a doença de Alzheimer, doença de Parkinson e doença de Huntington. O estresse oxidativo, os processos inflamatórios e a apoptose são alguns dos mecanismos envolvidos na patogênese dessas doenças. Sabe-se que diversos fatores podem contribuir na saúde neuronal. Frente a isso, ressaltam-se os potenciais efeitos protetores neuronais de alguns nutrientes, entre eles o ômega-3, o selênio, as vitaminas do complexo B, as vitaminas C, D e E e os compostos antioxidantes. Esses estão associados com a estimulação da plasticidade neural e redução dos processos neurodegenerativos. O ômega-3, ácido graxo essencial, exerce papel importante em variadas atividades do sistema nervoso, desenvolvimento cognitivo, neuroplasticidade das membranas nervosas e transmissão sináptica, além disso, desempenha ação anti-inflamatória. O selênio é fundamental às atividades antioxidantes, de modo que contribui para a redução do estresse oxidativo porque atua como cofator de diversas enzimas, como a glutationa peroxidase, desse modo, agindo na inibição de radicais livres e, consequentemente, na melhora da integridade celular. As vitaminas do complexo B, ácido fólico e cobalamina são nutrientes cofatores no metabolismo da homocisteína, aminoácido envolvido em variadas atividades do sistema nervoso. Ademais, a deficiência de ácido fólico poderia reduzir a concentração de acetilcolina, neurotransmissor deficiente na doença de Alzheimer, além de contribuir para o aumento do estresse oxidativo. As vitaminas C e E são antioxidantes solúveis em água e gordura, respectivamente. Outrossim, ambas as vitaminas podem reduzir a disfunção da proteína Tau hiperfosforilada, adicionalmente, a vitamina E tem sido relacionada com uma taxa de redução da morte neuronal. A vitamina D apresenta uma forte afinidade de ligação com neurônios, células gliais, macrófagos da medula espinal e do sistema nervoso periférico. A vitamina é considerada um hormônio neuroativo com funções autócrinas e parácrinas e tem sido alvo terapêutico para terapias que afetam o cérebro. Astaxantina, carotenoide de cor laranja-rosada, é encontrada principalmente em peixes salmonídeos. Os efeitos benéficos da astaxantina estão ligados à sua ação antioxidante, anti-inflamatória por suprimir a expressão de mediadores inflamatórios (TNF-alfa e IL-1) e características antiapoptóticas. Dessa forma, visto que vários nutrientes exercem ação neuroprotetora, a aquisição desses, primariamente, por fonte alimentar e, em segundo plano, caso necessário, via suplementação, é de extrema relevância para a redução do risco de desenvolvimento de desordens neuronais. Referência BARROS, M. P.; POPPE, S. C.; BONDAN, E. F. Neuroprotective properties of the marine carotenoid astaxanthin and omega-3 fatty acids, and perspectives for the natural combination of both in krill oil., Nutrients., Basel, v. 6, n. 3, p. 1293-1317, 2014. BHULLAR, K. S.; RUPASINGHE, H. P. Polyphenols: multipotent therapeutic agents in neurodegenerative diseases. Oxid Med Cell Longev., Austin, p. 1-18, 2013. CARDOSO, B. R.; COMINETTI, C.; COZZOLINO, S. M. Importance and management of micronutrient deficiencies in patients with Alzheimer's disease. Clin Interv Aging., Auckland, v. 8, p. 531-542, 2013. GUERRA-ARAIZA, C. et al. Effect of natural exogenous antioxidants on aging and on neurodegenerative diseases. Free Radic Res., Yverdon, v. 47, n. 6-7, p. 451-462, 2013. MAYEUX, R. Epidemiology of neurodegeneration. Annu Rev Neurosci., Palo, v. 26, p. 81-104, 2003. MORRIS, M. C.; Schneider, J. A.; Tangney, C. C. Thoughts on B-vitamins and dementia. J Alzheimers Dis., Amsterdam, v. 9, n. 4, p. 429-433, 2006. PAPP, L. V. et al. From selenium to selenoproteins: synthesis, identity, and their role in human health. Antioxid Redox Signal., Larchmont, v. 9, n. 7, p. 775-806, 2007. WU, H. et al. Astaxanthin as a Potential Neuroprotective Agent for Neurological Diseases. Mar Drugs., Basel, v. 13, n. 9, p. 5750-5766, 2015.

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