Colágeno e pele


A pele é o maior órgão do corpo humano e desempenha funções de proteção, termorregulação, excreção, metabólica, estimulação e recepção. Órgão que reflete diretamente a saúde do indivíduo porque se trata de um órgão externo, assim, mostrando a aparência estética saudável ou não. Sua estrutura consiste em três camadas: epiderme, derme e hipoderme. A epiderme, a camada mais exterior, protege de toxinas, bactérias e perda de líquidos para o meio externo. A derme é a camada intermediária, seus principais componentes são colágeno e elastina, que dão sustentabilidade, força e flexibilidade. É na derme que se encontram os vasos sanguíneos que nutrem a epiderme a partir da camada basal, camada responsável pela regeneração celular. A hipoderme, camada interna, armazena energia. Nela estão presentes os adipócitos e vasos sanguíneos. Mantém a temperatura do corpo e acumula energia que serve para as funções biológicas. O colágeno é proteína com mais abundância no corpo humano, o que garante suporte estrutural da pele. Na derme, ele representa mais de 70% da sua composição. Na família do colágeno, tem-se pelo menos 27 tipos dessa proteína, encontrada na matriz extracelular e nos tecidos conectivos. Na formação do colágeno, encontram-se aminoácidos como a prolina, glicina e lisina. No organismo, para que haja a síntese de colágeno é necessária a presença de ascorbato (ácido ascórbico, vitamina C), ferro, glutamina e arginina. Nas propriedades físicas e biológicas do colágeno, encontram-se: rigidez, solidez e estabilidade; isso se dá pela formação de sua estrutura. Além da função que o colágeno exerce na pele, ele ainda atua de maneira importante na integridade de cabelos e unhas, formando a matriz onde os minerais se fixam para deixá-los fortes, atua na prevenção da artrite e artrose, auxilia na reestruturação da parede do intestino ocasionada por processos inflamatórios. Os tipos de colágenos variam de acordo com a composição dos aminoácidos, estrutura molecular, concentração e localização nos tecidos. Dentre todos os tipos de colágeno, destacam-se os mais comuns: Tipo I: é o mais comum encontrado nos tendões, derme, ossos, dentes. Composto por fibras e feixes de colágeno. Tipo II: encontrado em cartilagens elástica e hialina, discos intervertebrais e nos olhos e é produzido pelas células cartilaginosas. Tipo III: presente em numerosa quantidade no tecido conjuntivo frouxo, encontrado na artéria aorta do coração, pulmão, músculos do intestino, útero, fígado. Produzido por células musculares. Tipo IV: produzido pelas células epiteliais, musculares e pelos capilares sanguíneos. Presente na membrana basal, rins e cápsula do cristalino. Tem função de sustentação e filtração. Tipo V: presente em locais de grande resistência às tensões se associa ao tipo I, presente em ossos, tendões, sangue e placenta. Ao longo da vida, ocorrem importantes modificações na estrutura colágena que afetam a espessura da pele e suas propriedades viscoelásticas. A produção natural do organismo tende a diminuir com o passar dos anos, com isso, levando à formação de rugas, sulcos, flacidez de pele e ainda rigidez muscular. Com o envelhecimento, o tipo de colágeno dominante se inverte. A fibronectina e o colágeno tipo III crescem em quantidade ao passo que do tipo I diminui, o que gera então um desequilíbrio e leva ao aparecimento das rugas e linhas, com perda de coesão entre os componentes da pele, resistência e contração. Na suplementação, estudos mostram que peptídeos bioativos de colágeno provocam resposta quimiotática em fibroblastos dérmicos, promovendo o aumento da síntese de colágeno tipo I e proteoglicanos, envolvidos na formação e sustentação das fibras elásticas dérmicas (flacidez e hidratação da pele). Estudos relatam que o consumo de cacau pode colaborar na formação de colágeno e servir como excelente antioxidante no envelhecimento da pele. O cacau eleva a hidratação da pele, aumenta densidade e espessura. Peles secas respondem muito bem ao consumo de cacau, tudo devido ao teor de flavonoides presente nesse alimento. Em compostos como metilxantinas, theobromina e cafeína estão altamente biodisponíveis. Todo profissional da área da nutrição deve priorizar o seu alimento, bem como sua qualidade nutricional, modo de preparo, respeitar a individualidade bioquímica de cada paciente, capacidade de absorção e síntese e, sem dúvida, recorrer à suplementação de colágeno sempre que necessário.

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