Prevenção e tratamento de doenças crônicas a partir da nutrição

September 13, 2016

 

 

As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) são responsáveis por gerar altas taxas de morbimortalidade no Brasil. A alta prevalência nos casos de mortalidade e os fatores de risco compartilhados entre as doenças crônicas foram essenciais para o desenvolvimento de estratégias preventivas, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), para o enfrentamento das DCNT.

Entre os fatores que motivam o desenvolvimento das DCNT, estão os determinantes sociais, como desigualdade ao acesso de informações, que podem ou não estar associados aos fatores de risco modificáveis como, por exemplo, o tabagismo, o consumo de bebidas alcoólicas, o sedentarismo e a alimentação inadequada.

A prevenção dessas doenças deve partir de esforços com relação à correção dos fatores de risco modificáveis em todas as faixas etárias. O principal fator de risco que deve ser modificado é a alimentação inadequada, que exerce grande papel no desenvolvimento de doenças crônicas, por isso, é recomendada a mudança quanto ao padrão alimentar com base em uma dieta balanceada.

A alimentação adequada é um direito básico do ser humano e cabe ao nutricionista exercer suas atribuições visando garantir esse direito. Para tanto, deve motivar a adoção de práticas alimentares e estilos de vida saudáveis, sempre, visando respeitar a cultura e promover a adequação de hábitos alimentares, desse modo,  contribuindo para a garantia da segurança alimentar e nutricional.

Uma alimentação balanceada deve ser realizada, principalmente, com base no consumo de produtos in natura, que proporcionam à alimentação boas quantidades de vitaminas e minerais. Esta pode ser complementada com maior inserção de alimentos funcionais, que são alimentos que apresentam benefícios fisiológicos e/ou reduzem o risco de DCNT, além de suas funções nutricionais.  Dentre seus benefícios, destaca-se a redução de doenças cardiovasculares, câncer, diabetes, obesidade, osteoporose e de doenças crônicas não transmissíveis.

Referências
DUNCAN, Bruce Bartholow et al. Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil: prioridade para enfrentamento e investigação. Rev Saúde Pública, Porto Alegre, v. 46, p.126-134, nov. 2012.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise de Situação de Saúde. Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil 2011-2022. Brasília: Ministério da Saúde, 2011.

VILARINHO, Rosa Maria Fernandes et al. Prevalência de fatores de risco de natureza modificável para a ocorrência de diabetes mellitus tipo 2. Rev Enferm, Rio de Janeiro, v. 3, n. 12, p.452-456, maio 2008.

Conselho Federal de Nutricionistas. Compromissos do nutricionista com o direito à alimentação.
Disponível em: <http://www.cfn.org.br/eficiente/repositorio/Comunicacao/Material_institucional/159.pdf>. Acesso em: 13 maio 2016.

COSTA, Neuza Maria Brunoro; ROSA, Carla de Oliveira Barbosa. Alimentos Funcionais. Rio de Janeiro: Rubio, 2010.

 

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