Obesidade infantil e o impacto no futuro


A obesidade infantil é um assunto que se destaca na área pediátrica e na nutrição, sendo considerada um grave problema de saúde pública. Sua prevalência está aumentando principalmente nos países de primeiro mundo, devido à inatividade física e ao consumo excessivo de alimentos industrializados e ricos em gorduras. No Brasil, o número de crianças obesas também acentuou, com prevalência de aproximadamente 30% devido à melhoria das condições de vida, levando à redução do gasto diário de energia proporcionado pelos avanços tecnológicos. Na infância, a obesidade pode ser mais complicada do que na fase adulta, devido à falta de conhecimento e de entendimento da criança quanto aos danos causados por essa condição. A prevenção da obesidade infantil se justifica, principalmente, pela potencialidade enquanto fator de risco para desenvolvimento de doenças crônicas e degenerativas. O início do ganho excessivo de peso pode acontecer em qualquer época da vida, mas seu aparecimento é mais comum especialmente nos primeiros anos de vida, entre cinco e seis anos de idade e na adolescência. Alguns estudos indicam que a obesidade é desencadeada por fatores como o desmame precoce, introdução inadequada de alimentos industrializados, distúrbios de comportamento alimentar e da relação familiar, especialmente nos períodos de aceleração do crescimento. Há também estudos que afirmam que os hábitos nutricionais da mãe, no último trimestre da gravidez, podem modificar a composição corporal do feto em desenvolvimento. O ganho de peso excessivo pode estar envolvido com diabetes gestacional, dificuldades no parto e risco para o feto no período perinatal. Não somente por conta dos distúrbios metabólicos, a obesidade infantil pode levar à discriminação e à estigmatização social, prejudicando o funcionamento psíquico da criança e causando um impacto negativo em sua qualidade de vida. A criança obesa pode ser marginalizada pelos colegas, quando participa de exercícios físicos que exigem rapidez e bom desempenho e, com isso, geralmente ela se refugia na televisão, no computador e principalmente na alimentação, atividades que favorecem o aumento de seu peso e que podem levá-la a desenvolver sintomas de depressão. Para isso, uma ótima estratégia para promover hábitos saudáveis nas crianças está na modelação de atividades e comportamentos sobre atividade física e nutrição, dentro das escolas. O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) apresenta esse principal objetivo, que é suprir parcialmente as necessidades nutricionais das crianças nas escolas e contribuir para a redução dos índices de evasão, na formação de bons hábitos alimentares e desenvolvimento da economia local, através de educação alimentar. REFERÊNCIAS ARAÚJO, R. A; BRITO, A. A; SILVA, F. M. O papel da educação física escolar diante da epidemia da obesidade em crianças e adolescentes. Educação Física em Revista, v. 4, n. 2, ago. 2010. AZEVEDO, F. R; BRITO, B. C. Influência das variáveis nutricionais e da obesidade sobre a saúde e o metabolismo. Rev. Assoc. Med. Bras., São Paulo, v. 58, n. 6, p. 714-723, dez. 2012. BRASIL, Programa Nacional de Alimentação Escolar. Manual de orientação para os conselheiros e agentes envolvidos na execução do programa nacional de alimentação escolar. 2006. Disponível em: < ftp://ftp.fnde.gov.br/web/formacao_pela_escola/modulo_pnae_conteudo.pdf>. Acesso em: 01 fev. 2017. LOPES, L; LOPES, V; PERERIA, B. Physical activity in normal weight and overweight portuguese children: an intervention study during an elementary school recess. International Journal of Heath Education, v. 12, p. 175-184. Disponível em: < http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/10116>. Acesso em: 01 fev. 2017. MORALES-RUAN, M; et al. Obesity, overweight, screen time and physical activity in Mexican adolescentes. Salud Pública, México, v. 51, n. 4, p. 1529-1599, May. 2009. OLIVEIRA, A. M.A; et al. Sobrepeso e obesidade infantil: influência de fatores biológicos e ambientais em Feira de Santana, BA. Arq Bras Endocrinol Metab, São Paulo, v. 47, n. 2, p. 144-150, Apr. 2003. PASSOS, D. R; et al. Children's eating behavior: comparison between normal and overweight children from a school in Pelotas, Rio Grande do Sul, Brazil. Rev Paul Pediatr., v. 33, n. 1, p. 42-49, Mar. 2015. PERGHER, R.N; et al. Liga de Obesidade Infantil. Is a diagnosis of metabolic syndrome applicable to children? J Pediatr., v. 86, n. 2, p. 101-8, Sep. 2010. VIANA, V; SINDE, S. O comportamento alimentar em crianças: estudo de validação de um questionário numa amostra portuguesa. Aná Psicologica, v. 26, n. 1, p. 111-120, jan. 2008.

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