O papel dos simbióticos na microbiota intestinal


A microbiota intestinal, adquirida no período pós-natal, é composta por grande diversidade de bactérias que desempenham diferentes funções no hospedeiro humano, entre elas, a absorção de nutrientes, proteção contra patógenos e modulação do sistema imunológico. Os probióticos são classicamente definidos como suplementos alimentares à base de micro-organismos vivos, que afetam beneficamente o organismo, promovendo o balanço de sua microbiota intestinal. A influência positiva dos probióticos sobre a microbiota inclui efeitos antagônicos, competição e ações imunológicas que resultam em um aumento da resistência contra patógenos. Assim, a utilização dessas culturas bacterianas estimula a multiplicação de bactérias benéficas, em detrimento à proliferação daquelas potencialmente prejudiciais, reforçando os mecanismos naturais de defesa do hospedeiro. Os prebióticos são ingredientes (fibras) fermentados seletivamente que promovem alterações específicas na composição e/ou na atividade da microbiota gastrointestinal e, assim, conferem benefícios à saúde do indivíduo. A associação de probióticos e prebióticos, conhecida como simbióticos, é uma eficaz estratégia para modulação da função intestinal, visto que as fibras são fermentadas pelas bactérias benéficas, o que aumenta a produção de substâncias capazes de promover efeitos fisiológicos positivos. Por isso, a estabilidade intestinal é fundamental para o bom funcionamento do sistema imunológico e para diversas funções metabólicas do organismo, porém diversos fatores podem alterar a composição da microbiota, como alimentação e estresse, bem como o uso prolongado de medicamentos. A incorporação de alimentos probióticos e prebióticos na alimentação humana visa estimular o crescimento dos micro-organismos benéficos para o hospedeiro.

REFERÊNCIAS ALMEIDA, L.B. et al. Disbiose Intestinal. Revista Brasileira Nutrição Clínica, Belo Horizonte, v. 24, n. 1, p. 58-65, 2009. BADARÓ, A. C. L. et al. Alimentos probióticos: aplicações como promotores da saúde humana – parte 1. Nutrir Gerais- Revista Digital de Nutrição, Ipatinga, v. 2, n. 3, p. 1-20, 2008. MORAES, A. et al. Microbiota intestinal e risco cardiometabólico: mecanismos e modulação dietética. Arq Bras Endocrinol Metab., v.58, n. 4, p. 317-327, 2014. SAAD, S. M. Probióticos e prebióticos: o estado da arte. Rev. Bras. Cienc. Farm., São Paulo, v. 42, n. 1, p. 1-16, Mar. 2006.

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