Binômio mãe-filho: a importância do aleitamento materno

May 23, 2017

 

O ato de amamentar é natural e reconhecido como a melhor forma de alimentar, proteger e amar uma criança, suprindo-lhes todas as suas necessidades, nos primeiros meses de vida, para um crescimento e desenvolvimento sadios. A amamentação vai muito além de oferecer alimento ao bebê, pois propicia, com o leite materno, a melhor fonte de nutrição e proteção contra diversas doenças agudas e crônicas, bem como possibilita um melhor desenvolvimento psicológico.

 

No entanto muitos são os fatores que afetam o modo como as mulheres alimentam seus filhos e o tempo durante o qual ocorre esse processo. Do ponto de vista emocional, isso traz inúmeras vantagens, por conta da interação mãe e filho com mútua satisfação.

 

O aleitamento materno é a melhor estratégia para diminuir a morbidade materna e infantil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o leite da mãe é a principal fonte de nutrientes para os bebês com até seis meses de vida e deve ser o único alimento durante esse período.

 

Estudos demonstram que a amamentação exclusiva, nos primeiros meses de vida, diminui o risco de alergia à proteína do leite de vaca, dermatite atópica e outros tipos de alergias, incluindo asma. Assim, retardar a introdução de outros alimentos na dieta da criança previne o desenvolvimento de processos alérgicos, principalmente naquelas com histórico familiar positivo para essas doenças.

 

A relação entre obesidade em crianças maiores de 3 anos e tipo de alimentação no início da vida evidenciou menor frequência de sobrepeso e obesidade naquelas que haviam sido amamentadas. A OMS evidencia que o efeito do aleitamento materno, em longo prazo, em indivíduos que passaram por esse processo, mostrou uma chance 22% menor de aumento de peso. É possível, também, que haja uma relação com a duração do aleitamento, sendo que quanto maior o tempo em que o indivíduo foi amamentado, menor será a chance de ele vir a apresentar esse problema. Entre os possíveis mecanismos implicados nessa proteção, encontram-se um melhor desenvolvimento da autorregulação de ingestão de alimentos e a composição do leite participando no processo chamado de programação metabólica, assim, mostrando que o metabolismo como um todo sofre interferência positiva ao receber esse alimento em tempo e quantidade adequados.

 

 

REFERÊNCIAS

 

BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde da criança: Nutrição Infantil Aleitamento Materno e Alimentação Complementar. Brasília: Ministério da Saúde, 2009.

 

REGO, J. D. O Papel do Pai na Amamentação. In: ISSLER, H. O Aleitamento Materno no Contexto Atual: políticas, práticas e bases científicas. São Paulo: SARVIER, 2008.

 

RESENDE, K.; OLIVEIRA, D. A amamentação como fator relevante no estabelecimento do vínculo afetivo mãe-filho. Disponível em: <http://www.iptan.edu.br/publicacoes/anuario_producao_cientifica/arquivos/revista1/artigos/Artigo_Kenia_DianD.pdf>. Acesso em: 03 mar. 2017.

 

VILLAÇA, L.; FERREIRA, A.; WEBER, L. A importância do aleitamento materno para o binômio mãe filho disponibilizado pelo banco de leite humano. Rev Saude AJES, v. 1, n. 2, p. 1-19, abr. 2015.

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