A influência dos antioxidantes nas doenças respiratórias

May 30, 2017

 

 

    
Nos últimos 30 anos, o interesse pelos problemas relacionados ao estresse oxidativo e aos radicais livres (RLO) cresceu devido à injúria celular que agrava diversos quadros patológicos. Dessa forma, pesquisas buscam opções para reduzir os efeitos prejudiciais do excesso de espécies reativas de oxigênio e melhorar a capacidade antioxidante do organismo, como forma de tratamento e prevenção dessas enfermidades e suas complicações.

Dados epidemiológicos apontam que as doenças infecciosas e respiratórias estão entre as principais causas de morbidade no público infantil, sendo que aproximadamente 95% das crianças têm pelo menos uma infecção respiratória aguda nos 3 primeiros anos de vida, e 75% têm infecções das vias respiratórias superiores.
 
A poluição ambiental é um grande fator que leva ao desencadeamento de sintomas característicos dessas doenças, e a rinite é uma das principais encontradas na população em geral, seguida da bronquite, sinusite e asma. A alimentação apresenta forte influência no controle dos sintomas, principalmente, com relação ao processo antioxidante.

Entre os alimentos que se destacam com essas funções, os brócolis são grandes aliados em razão da presença de altos níveis de sulforano, que previne as inflamações respiratórias que provocam a asma. Outro grupo de alimentos que pode ser evidenciado trata-se daqueles ricos em vitamina A, pois auxiliam na proteção da mucosa de revestimento ocular e nasal, fortalecendo a defesa contra patógenos. Antioxidantes naturais como vitamina E, zinco e selênio, também, merecem ser adequados na alimentação.

Frente a isso, é importante ressaltar que a nutrição materna revela efeitos significativos sobre as estruturas em desenvolvimento e funções do feto. Os ácidos graxos poli-insaturados (PUFA) de cadeia longa têm recebido destaque pelos seus efeitos imunomoduladores nas doenças respiratórias. Os PUFA, entre eles, o ômega-3, atuam por meio de vários mecanismos para modular a função imune, incluindo alterações do equilíbrio de células T helper, através da redução na síntese de citocinas e imunoglobulina E. Além disso, podem induzir o metabolismo de eicosanoides e alterar a expressão genética, assim, melhorando o quadro inflamatório.

REFERÊNCIAS

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