O importante papel dos micronutrientes no desenvolvimento infantil


O desenvolvimento é descrito como a capacidade progressiva do ser humano em desempenhar funções cada vez mais complexas, sendo o resultado da interação de fatores biológicos e culturais. Já de forma didática, pode ser definido de acordo com o domínio crescente de algumas funções que expressam aperfeiçoamento através de alguns sentidos: sensorial, auditivo, visual, emocional, cognitivo, entre outros.

Ao contrário do crescimento, o desenvolvimento não pode ser medido com um mesmo indicador no decorrer da vida, pois se deve observar funções neurológicas, cognitivas, afetivas e sociais para uma avaliação. Quando se trata de desenvolvimento infantil, os três primeiros anos de vida representam o período mais importante, pois é a fase de maior fragilidade ao surgimento de doenças infecciosas e desnutrição, porém, é, neste ciclo da vida, que existe maior possibilidade de reversão de danos causados pelas doenças e deficiências nutricionais, inclusive, de micronutrientes.

Dentre os micronutrientes fundamentais para o adequado desenvolvimento infantil, destacam-se as vitaminas A, do complexo B, C e D e os minerais cálcio, magnésio e ferro. As vitaminas do complexo B atuam no metabolismo energético e são essenciais para a adequada formação e manutenção do sistema nervoso. A vitamina A desempenha várias funções como atuante na reprodução, defesa antioxidante e função imunológica, sua deficiência pode provocar aumento de infecções.

A vitamina D age, principalmente, contribuindo para o fortalecimento dos ossos e dentes saudáveis, para uma resposta imunológica mais efetiva, bem como colabora para a prevenção de raquitismo. Conhecida também como ácido ascórbico, a vitamina C participa de diversas reações bioquímicas nas células e atua como antioxidante, sendo utilizada na síntese de hormônios e neurotransmissores. Auxilia na absorção de ferro, um importante nutriente para prevenção da anemia ferropriva.

O cálcio exerce papel fundamental no metabolismo ósseo, pois age na formação e manutenção do osso saudável, ainda, previne doenças, como osteomalacia. Já o magnésio age na contração muscular, hidratação celular e previne sintomas de fadiga e concentração. O aporte de ferro é uma das maiores preocupações quando se discutem as práticas alimentares durante a infância, pois sua deficiência pode prejudicar o desenvolvimento e crescimento em razão da propensão à anemia.

Um plano alimentar elaborado de acordo com a faixa etária da criança torna possível o aporte de todos os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento infantil. Entretanto várias situações podem impedir que esse objetivo seja alcançado: erros alimentares, mau aproveitamento dos nutrientes, hiperatividade, metabolismo individual e depleção das reservas. Assim, é importante considerar que a alimentação é fundamental para prevenir as deficiências nutricionais, porém, em alguns casos, pode ser necessário complementar a dieta com multivitamínicos e minerais específicos para crianças.

REFERÊNCIAS

FIGUEROA PEDRAZA, D. et al. Deficiências de micronutrientes em crianças brasileiras assistidas em creches: revisão da literatura. Ciência & Saúde Coletiva, v. 21, n. 5, 2016.

FIGUEROA PEDRAZA, D. et al. Estado nutricional de micronutrientes de crianças segundo características pessoais e das creches. Cadernos Saúde Coletiva, v. 24, n. 4, 2016.

PEDRAZA, D. F; QUEIROZ, D. Micronutrientes no crescimento e desenvolvimento infantil. Rev. Bras. Crescimento Desenvolv. Hum., São Paulo, v. 21, n. 1, p. 156-171, 2011 .

VITOLO, M. R. Nutrição: da gestação ao envelhecimento. In: NUTRIÇÃO: da gestação ao envelhecimento. Cidade: Rio de Janeiro, Rubio, 2008.

PASCHOAL, V. et al. Suplementação Funcional Magistral: dos nutrientes aos compostos bioativos. In: COLEÇÃO nutrição clínica funcional. VP, 2009.

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