Envelhecimento ativo: como a nutrição pode auxiliar?

July 24, 2018

 

O envelhecimento é um processo dinâmico, progressivo e que culmina em mudanças fisiológicas permanentes.  Com a transição demográfica no Brasil, atualmente, a população idosa representa 10,8% da população total do país, estimando-se que em 2060 ela representará 26,7% da população. Tal processo também é acompanhado por mudanças no perfil nutricional e epidemiológico, por isso, a alimentação e o estado nutricional são aspectos que refletem nas condições de saúde do indivíduo, associando-se à prevenção e reabilitação de doenças. 

 

Em grande parte da população idosa do país, existe uma modificação no padrão alimentar, assim, ocorrendo o aumento das prevalências de sobrepeso e obesidade, bem como das taxas de morbidade e mortalidade, associadas às doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). 

 

Entre as carências nutricionais no idoso, destaca-se a desnutrição, dada não somente por alterações no sistema estomatognático como também por outras doenças que podem causar uma perda de apetite que pode ter relação com as condições socioeconômicas desse público. Além disso, cerca de 50% dos idosos consomem menos do que as quantidades de vitaminas e minerais recomendadas pela Dietary Reference Intakes (DRI). Nesse sentido, é crescente o número de evidências científicas que apontam o papel protetor dos nutrientes da dieta na etiologia e progressão das doenças crônicas, como os nutrientes antioxidantes (vitaminas C e E), os relacionados ao metabolismo ósseo (vitamina D, cálcio, magnésio e fósforo) e os envolvidos nas funções cognitivas (tiamina, riboflavina, niacina e piridoxina).

 

A suplementação de polivitamínicos, vitaminas e minerais isolados, hipercalóricos e suplementos proteicos voltados para a população idosa, torna-se uma estratégia nutricional importante para garantir a biodisponibilidade desses nutrientes, visto que possuem características fisiológicas que podem dificultar na alimentação, como os problemas na dentição, a fraqueza do sistema estomatognático e as doenças associadas nesse processo.

 

Além disso, é essencial que se estimule à prática de atividades físicas na população idosa, pois é um hábito capaz de promover a melhoria da aptidão física. Uma boa alimentação e suplementação eficiente são pilares que podem auxiliar o idoso a manter as suas condições de saúde, assim, permitindo uma maior qualidade de vida e potencializando seus resultados esportivos, sempre, com o apoio de profissionais especializados.

 

REFERÊNCIAS

 

FISBERG, R. M. et al. Ingestão inadequada de nutrientes na população de idosos do Brasil: Inquérito Nacional de Alimentação 2008-2009. Revista de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 47, n. 1, p.222-230, dez. 2012.

 

GARCIA, C. A. M. S.; MORETTO, M C.; GUARIENTO, M. E.. Estado nutricional e qualidade de vida em idosos. Revista Sociedade Brasileira de Clínica Médica, Campinas, v. 14, n. 1, p.52-56, jan. 2016.

 

KUWAE, C. A. et al. Concepções de alimentação saudável entre idosos na Universidade Aberta da Terceira Idade da UERJ: normas nutricionais, normas do corpo e normas do cotidiano. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Rio de Janeiro, v. 18, n. 3, p.621-630, set. 2015.

 

MENEZES, M. F. G. de et al. Reflexões sobre alimentação saudável para idosos na agenda pública brasileira. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Rio de Janeiro, v. 18, n. 3, p.599-610, set. 2015.

 

OLIVEIRA, L. M. de et al. The life hope of elderly: profile assessment and Herth Scale. Revista de Pesquisa: Cuidado é Fundamental Online, Rio de Janeiro, v. 10, n. 1, p.167-172, mar. 2018.
 

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