Oleaginosas e seus múltiplos benefícios para a saúde



Oleaginosas são sementes de cascas duras, consumidas amplamente no Brasil e no mundo, com destaque para amêndoa, avelã, castanha-do-brasil, castanha de caju, macadâmia e noz.


As oleaginosas possuem elevada densidade nutricional e alto conteúdo de lipídios, ácidos graxos monoinsaturados e poli-insaturados e fibras. São importante fonte antioxidante, anti-inflamatória e anticarcinogênica devido à presença de vitaminas, minerais e fitoquímicos. Em razão de seus múltiplos benefícios ao organismo, as oleaginosas são consideradas alimentos funcionais, pois, além do papel nutricional, exercem efeitos na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), além de fortalecerem o sistema imunológico, melhorarem o controle glicêmico e o perfil lipídio e desempenharem função anticarcinogênica.


Estudos envolvendo a suplementação da dieta com amêndoas, avelãs, pistaches, macadâmia, amendoins e nozes, por exemplo, já demonstraram benefícios na melhora do perfil lipídico e da saúde cardiovascular. Em meta-análise realizada por Ma et al. (2014), que reuniu 13 estudos prospectivos de pacientes com doença arterial coronariana (DAC) e pacientes controles, observou-se que o consumo semanal de uma porção de oleaginosas diminuiu em 5%, a chance de doenças coronarianas nesses indivíduos. Além disso, melhores efeitos foram observados quando o consumo foi superior a duas porções semanais.


A semente de linhaça, por exemplo, pode ser encontrada em duas variedades diferentes, a marrom e a dourada, e seu consumo tem sido associado a melhoras no perfil lipídico, na redução do colesterol total, no gerenciamento do peso corporal e na saúde cardiovascular. Em revisão realizada por Goyal et al. (2014), o consumo de linhaça, tanto na dieta humana quanto na de animais, melhorou a saúde cardiovascular graças à redução do colesterol total e triglicerídeos, da diminuição do colesterol ruim e da normalização do perfil lipídico.


As nozes, por sua vez, possuem o maior teor de compostos antioxidantes, como polifenóis, tanto na semente crua quanto tostada, e podem ser excelente opção para agregar valor nutricional à dieta. Logo em seguida, temos a castanha de caju, avelã, noz-pecã, amêndoa, macadâmia, pistache, castanha-do-brasil, e, por último, o amendoim ‒ em ordem decrescente de eficácia antioxidante no organismo.


O consumo de oleaginosas, além de representar uma fonte natural de sabor, pode proteger o organismo de doenças cardíacas, melhorar o perfil lipídico e contribuir para aumentar a sensação de saciedade. Procure sempre um profissional especializado e não deixe de incluí-las na alimentação!


Referências:


CARDOZO, L. et al. Alimentação pode levar a benefícios para o sistema cardiovascular: fato ou ficção. Int J Cardiovasc Sci, v. 28, n. 2, p. 87-88. 2015.


GOYAL, A. et al. Flax and flaxseed oil: an ancient medicine & modern functional food. Journal of food science and technology, v. 51, n. 9, p. 1633-53, set. 2014.


Ma L. et al. Nut consumption and the risk of coronary artery disease: a dose response meta-analysis of 13 prospective studies. Thromb Res, v. 134, n. 4, p. 790-4, out. 2014.


PEREIRA, A.L.D. et al. Benefícios para a saúde associados ao consumo de oleaginosas. Revista Uningá, v. 50, n. 1, p. 82-5, out. 2018.


PIEROTTO, M.F. et al. Alimentos funcionais: benefícios da linhaça para prevenção e promoção da saúde. SEFIC. 2017. Disponível em: https://anais.unilasalle.edu.br/index.php/sefic2017/article/viewFile/717/656.

Acesso em: 17 jul 2018.


VINSON, J.A. et al. Nuts, especially walnuts, have both antioxidant quantity and efficacy and exhibit significant potential health benefits. Food & function, v. 3, n. 2, p. 134-140, fev. 2012.

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