Câncer de mama: fatores de risco e estratégias de prevenção

October 3, 2018

 

De acordo com estimativas para o ano de 2018 do Instituto Nacional de Câncer (INCA) (2018), são esperados mais de 59 mil novos casos de câncer de mama no país, que se caracteriza pela multiplicação desenfreada de células anormais no tecido mamário, contribuindo para o aparecimento do tumor.

 

O câncer de mama representa um grande problema de saúde pública global e constitui-se como a principal causa de morte feminina no Brasil, resultando em um problema temido pelas mulheres em decorrência de sua elevada frequência. No mundo, esta neoplasia perde somente para o câncer de pulmão, que atinge homens e mulheres em grandes proporções.

 

Os fatores de risco associados ao câncer de mama são a idade avançada, o histórico pessoal e familiar, o estilo de vida e a exposição ambiental. Além disso, aspectos reprodutivos como menarca precoce, menopausa tardia, ocorrência da primeira gestação após 30 anos ou a nuliparidade, também, predispõem as mulheres ao desenvolvimento da neoplasia. Quanto ao estilo de vida, a obesidade, os hábitos alimentares inadequados, o uso regular de álcool e de tabaco e a exposição à radiação, sobretudo, ionizante, caracterizam-se também como fatores importantes. Nesse sentido, estratégias de diagnóstico precoce, difusão de conhecimento e alterações no estilo de vida tornam-se necessárias para combater a doença.

 

Em ação realizada em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), Kim et al. (2010) desenvolveram uma atividade de promoção da saúde e propagação de conhecimento sobre o câncer de mama em indivíduos (n=72) à espera de atendimento na UBS. Através da aplicação de questionário, realização de palestras educativas e debates sobre o tema, os autores concluíram que houve significativa melhora na compreensão quantitativa e qualitativa do público a respeito do câncer de mama, bem como de sua prevenção primária e secundária e a multiplicação do conhecimento adquirido.

 

As principais estratégias para o controle do câncer de mama envolvem a identificação e mudança de fatores de risco modificáveis – prevenção primária ‒, o rastreamento precoce e a realização do tratamento em mulheres que já possuem a doença – prevenção secundária ‒ e a reabilitação ou implementação de cuidados paliativos ‒ prevenção terciária. O autoexame consiste em uma técnica rápida e importante para a detecção de alterações morfológicas na mama, embora a mamografia seja o principal exame de rastreamento padrão para a população feminina e alvo constante de campanhas como a do Outubro Rosa.

 

Portanto a manutenção de hábitos de vida saudáveis e a realização periódica de exames preventivos contribuem para a redução dos casos de câncer de mama e para o aumento da taxa de remissão e melhora da qualidade de vida.

 

Referências:

 

INCA - Instituto Nacional de Câncer. Câncer de Mama. Disponível em: <http://www.inca.gov.br/outubro-rosa/cancer-mama.asp>. Acesso em: 02 ago. 2018.

 

INCA - Instituto Nacional de Câncer. Estimativa 2018 - Incidência de Câncer no Brasil. Disponível em: <http://www.inca.gov.br/estimativa/2018/casos-taxas-brasil.asp>. Acesso: 02 ago 2018.

 

KIM, D.D. et al. Saber é prevenir: uma nova abordagem no combate ao câncer de mama. Ciência & Saúde Coletiva, v. 15, supl. 1, p. 1377-81. 2010.

 

PORTO, M.A.T. et al. Aspectos históricos do controle do câncer de mama no Brasil. Revista Brasileira de Cancerologia, v. 59, n. 3, p. 331-9. 2013.

 

SILVA, P.A.; SILVA, S.R. Câncer de mama: fatores de risco e detecção precoce. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 64, n. 6, p. 1016-21, nov. 2011.

 

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