A Disbiose intestinal como consequência de hábitos alimentares!

December 10, 2018

 

Bifidobactérias e lactobacilos são bactérias probióticas responsáveis pelo equilíbrio da microbiota intestinal. E, para garantir que essas espécies continuem reproduzindo-se e mantendo equilíbrio contra organismos patogênicos, é necessário que elas encontrem os substratos ideais provenientes da alimentação.

 

Fibras solúveis, insolúveis, amido resistente e oligossacarídeos são fermentados no intestino grosso e estimulam o crescimento bacteriano de forma significativa. A falta de tais componentes pode acarretar uma mudança significativa na composição da microbiota. Entre as principais funções da comunidade bacteriana, destacam-se a imunomoduladora, nutricional e metabólica, visto que facilita a digestão de polissacarídeos que não são digeridos no estômago e no intestino delgado e podem, também, colaborar na produção vitaminas B e K.

 

O desequilíbrio na homeostase dos microrganismos é chamado de disbiose e esse estado alterado do microbioma é associado a patologias, tais como alergia e asma; doença celíaca; câncer de cólon; diabetes tipo I e II; infecção por HIV; doença inflamatória do intestino (DII); Síndrome do Intestino Irritável (SII); infecções gastrointestinais; diarreia associada a antibióticos (DAA); enterocolite necrosante; obesidade; artrite reumatoide, entre outras.

 

O diagnóstico da disbiose intestinal pode ser feito por meio de uma avaliação clínica ou por exames laboratoriais chamados DISB; DISBAT; DISBA2T; CULCA, em que é realizada uma análise quantitativa da flora residente, flora passageira, de leveduras e fungos. Ainda que se possa modular de certa forma a constituição da microbiota intestinal, tentando aproximá-la do “ideal”, apenas um terço da microbiota humana é comum a todos, enquanto as duas outras partes são particulares e variam de indivíduo para indivíduo.

 

Em complemento a uma dieta equilibrada, fala-se constantemente do uso de prebióticos, probióticos e simbióticos na modulação da microbiota intestinal. Em revisão publicada pelo Jornal Britânico de Nutrição (2017), foram catalogadas evidências disponíveis no uso de probióticos no que se refere à melhoria de estados de doença, destacando-se quadros clínicos envolvendo bactérias e vírus patogênicos – como Helicobacter pylori, Citrobacter rodentium, Listeria monocytogenes e Salmonella typhimurium –, obesidade e diabetes, enterocolite necrosante, Síndrome do Intestino Irritável e doença inflamatória intestinal.

 

Com tantas descobertas a favor da colonização da microbiota intestinal, nota-se um crescente interesse da comunidade científica, nos últimos tempos, quanto ao tema. A dieta impacta diretamente a qualidade e quantidade das espécies, podendo favorecer o equilíbrio ideal entre elas, fator fundamental para a prevenção de doenças e promoção de saúde.

 

Referências:

 

BRON, P.A. et al. Can probiotics modulate human disease by impacting intestinal barrier function?. British Journal of Nutrition, v. 117, n. 1, p.93-107, jan. 2017.

 

GUT MICROBIOTA FOR HEALTH. Gut microbiota. Disponível em:
<https://www.gutmicrobiotaforhealth.com/en/home/gut-microbiota/>. Acesso em: 10 out. 2018.

 

ILSI BRASIL. Internacional Life Sciences Institute do Brasil. Probióticos, prebióticos e a microbiota intestinal. Disponível em: http://ilsi.org/europe/wp-content/uploads/sites/3/2016/05/Probi%C3%B3ticos.pdf. Acesso
em: 10 out. 2018.

 

LABCO NOÛS. Avaliação da flora intestinal: disbiose intestinal. Disponível em:
http://www.labconous.com/Media/PDF/pt/Disbiosis_HojaProducto.pdf. Acessado em: 10 out. 2018.


MARQUES, C. O microbioma e o seu impacto na nutrição e saúde: influência do microbioma humano no metabolismo, balanço energético e desordens associadas. Acta Portuguesa de Nutrição, v. 1, n. 1, p.29-30, maio. 2015.

 

MORAES, A.C.F. et al. Microbiota intestinal e risco cardiometabólico: mecanismos e modulação dietética. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, v. 58, n. 4, p. 317-327, jun. 2014.

 

VANDENPLAS, Y. et al. Probióticos: informações atualizadas. Jornal de Pediatria, v. 91, n. 1, p. 6-21, jan. 2015.

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