Você para de respirar ao dormir?

December 18, 2018

 A apneia obstrutiva do sono (AOS) caracteriza-se pela interrupção da respiração durante o sono, causada pela obstrução das vias aéreas associada ao esforço respiratório. Os sintomas mais comuns são: ronco, sonolência e pausas respiratórias durante o sono.

 

Relacionada, sobretudo, com a obesidade, a doença conta com outros fatores de risco, tais como hipertensão, arritmia cardíaca associada ao sono, angina noturna, refluxo gastresofágico, insônia e estilo de vida. Mais frequente em homens, a apneia do sono agrava-se à medida que a idade passa e o peso aumenta. Parâmetros antropométricos (peso, altura e IMC), de circunferência de pescoço e a presença do quadro hipertensivo tornam o indivíduo mais vulnerável à doença.

 

A recomendação da Academia Americana de Medicina do Sono (AASM) para um adulto inclui dormir, regularmente, durante 7 horas ou mais, uma vez que o sono possui efeito reparador e de manutenção da saúde. Ainda de acordo com a AASM, quantidades insuficientes de sono podem favorecer o ganho de peso e levar ao desenvolvimento de obesidade, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e depressão, além de aumentar o risco de mortalidade.

 

O padrão-ouro para diagnóstico de AOS é a polissonografia, exame que realiza o monitoramento do sono em ambiente tranquilo. No entanto é importante considerar a história clínica e os exames físicos para que o tratamento seja multidisciplinar. Se não tratada, a AOS torna-se incapacitante e letal, uma vez que a redução da oxigenação do sangue aliada à constante sonolência durante o dia pode piorar o prognóstico do paciente.

 

Já citada, a obesidade é relevante para o risco de AOS. A piora no padrão alimentar da população favorece o excesso de peso e a alteração de parâmetros metabólicos que diminuem a qualidade do sono. Estudo de Nedeltcheva et al. (2009) avaliou a privação de sono no aumento da ingestão calórica. O grupo com restrição de sono (5,5 horas/dia) consumiu ultraprocessados em maior quantidade, se comparado ao grupo controle (8,5 horas/dia), assim, mostrando que indivíduos com poucas horas dormidas, quando em ambiente obesogênico, tendem a consumir mais snacks e menos alimentos, fato que se reflete no ganho de peso.

 

Dessa forma, tratar a apneia do sono, com auxílio de especialistas, pode melhorar não somente a qualidade do sono do indivíduo, mas, também, sua saúde de forma integral.

 

Referências:

 

AASM. Sleep Education - 7 and Up: The Healthy Sleep Duration for Adults. 21 set 2015. In: American Academy of Sleep Medicine [Internet]. Disponível em: http://www.sleepeducation.org/healthysleep/seven-and-up-healthy-sleep-duration. Acesso em: 30 ago 2018.

 

PRADO, B.N. et al. Apneia obstrutiva do sono: diagnóstico e tratamento. Revista de Odontologia da Universidade Cidade de São Paulo, v. 22, n. 3, p. 233-9, set. 2010.

 

WIGGERT, G.T. et al. Apnéia obstrutiva do sono e arritmias cardíacas. Revista Latino-Americana de Marcapasso e Arritmia, v. 23, n. 1, p. 5-11. 2010.

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