Você conhece o Guia Alimentar?



Elaborado com a finalidade de apontar diretrizes para uma alimentação adequada e saudável, o Guia Alimentar para a População Brasileira (2014) do Ministério da Saúde tem por objetivo melhorar os hábitos alimentares e de nutrição dos brasileiros, contribuindo, assim, para a promoção da saúde.


Diante do cenário de transição epidemiológica, isto é, do aumento da expectativa de vida da população e da incidência de doenças crônicas, além das alterações nos hábitos alimentares, viu-se a necessidade de abordar questões complexas sobre alimentação e nutrição de forma acessível e descomplicada, desse modo, garantindo o enfrentamento multidisciplinar dessa mudança de paradigma.


Com o pressuposto do direito humano à alimentação adequada, o Guia Alimentar apresenta uma série de informações destinadas a todos os brasileiros. Ao longo dos capítulos, o Guia traz os princípios que nortearam sua elaboração, as recomendações gerais sobre as escolhas e as combinações dos alimentos, as questões de comensalidade e sobre o ato de comer, além do prazer proporcionado pela alimentação.


Diferentemente do primeiro Guia Alimentar, publicado em 2006, cujo objetivo era propor diretrizes destinadas à prevenção de carências nutricionais, doenças, infecções e doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), a segunda edição, publicada em 2014, incorpora as diretrizes da Estratégia Global da OMS e da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN). Ao invés de enfatizar a quantidade de porções, as calorias dos alimentos ou a separação dos alimentos por grupos, esta nova versão aproxima não apenas a população do ato democrático de comer, mas, também, os profissionais da saúde e da indústria de alimentos. Ainda, nesse sentido, "esta versão apresenta o conceito de alimentos ultraprocessados, possibilitando sua identificação por parte da população" (BIELEMANN et al., 2015, p. 9).


Assim, o Guia Alimentar consiste em um importante documento elaborado pelo Ministério da Saúde, com linguagem acessível e que busca promover hábitos de alimentação e nutrição mais saudáveis entre os diferentes setores da população. O nutricionista pode e deve apropriar-se desse instrumento, utilizando-o como ferramenta essencial na promoção da educação nutricional em suas diversas áreas de atuação profissional.


Referências:


BIELEMANN, R.M. et al. Consumo de alimentos ultraprocessados e impacto na dieta de adultos jovens. Revista de Saúde Pública, v. 49, n. 28, 2015.


BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2014.


FREIRE, M.C.M. et al. Guias alimentares para a população brasileira: implicações para a Política Nacional de Saúde Bucal. Cadernos de Saúde Pública, v. 28, supl. 20-9, 2012.

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