Neoplasia de pele: o tipo de câncer mais incidente no mundo

January 22, 2019

 

Considerado o maior órgão do corpo humano – representando 20% do peso corporal –, a pele exerce diversas funções no organismo, como proteção, nutrição, pigmentação, termorregulação, transpiração, defesa e absorção. A fim de que a pele se mantenha saudável, certos cuidados devem ser tomados para evitar o envelhecimento precoce e a ocorrência de doenças, como o câncer de pele, por exemplo.

 

Na época do verão, a exposição aos raios solares intensifica o fotoenvelhecimento desse órgão, favorecendo também a flacidez muscular e cutânea. Os raios ultravioletas (UV), uma vez absorvidos, reagem com o oxigênio molecular e produzem espécies reativas de oxigênio que são capazes de causar reações inflamatórias e danos ao DNA. Os raios UVA são responsáveis pelo fotoenvelhecimento e pelo desenvolvimento do melanoma maligno. Já os raios UVB, por sua vez, são diretamente responsáveis por originar os efeitos do câncer de pele.

 

A neoplasia de pele é o câncer de maior incidência no mundo e representa cerca de 25% de todos os cânceres no Brasil. Estima-se que o câncer de pele não melanoma corresponda a 90% de todos os cânceres de pele, acometendo, em sua maioria, caucasianos de pele clara. Existem dois grupos diferentes de câncer de pele: os não melanoma, mais frequentes e menos agressivos, e os melanomas, que são menos frequentes, porém mais agressivos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que haja uma incidência mundial de 2 a 3 milhões de casos de câncer não melanoma ao ano. Embora considerada uma neoplasia de grande prevalência, o câncer de pele tem seus dados subestimados, uma vez que centros de câncer não consideram esse tipo de tumor na contagem, além de muitos serem diagnosticados em centros particulares.

 

O risco de câncer de pele relaciona-se diretamente com a quantidade de radiação solar recebida durante a vida do indivíduo. Já o seu aparecimento resulta do acúmulo de danos causados pela exposição à radiação solar. Expor-se excessivamente ao sol pode resultar em vermelhidão e ardência que, por sua vez, podem danificar as camadas mais profundas da pele, promovendo o surgimento de melanomas. Nesse sentido, como a neoplasia ocorre em razão do acúmulo de sol recebido durante a vida, a prevenção contra a doença deve começar, desde cedo, com o uso de protetores solares e outras formas de prevenção, como óculos, chapéus e bonés.

 

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) recomenda que, no verão, época de maior incidência de raios solares sobre a Terra e de maior exposição ao ar livre, o uso de fotoproteção seja diário. Os produtos com fator de proteção solar (FPS) 30 ou mais são adequados para o dia a dia e devem ser aplicados a cada duas horas (porém, em caso de transpiração excessiva ou ao entrar na água, esse tempo acaba diminuindo). Além disso, o uso de óculos, roupas de algodão e chapéus são igualmente importantes para evitar danos na pele em curto e longo prazos.

 

Referências:

 

PRADO, B.B.F. Influência dos hábitos de vida no desenvolvimento do câncer. Ciência e Cultura, v. 66, n. 1, p. 21-4. 2014.

                                                                           

SBD. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Sua Saúde: Pele: Cuidados Gerais - Cuidados com a pele no verão. Disponível em: <http://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/cuidados/cuidados-com-a-pele-no-verao/>.

Acessado em: 23 out. 2018.

 

TOFETTI, M.H.F.C.; OLIVEIRA, V.R. A importância do uso do filtro solar na prevenção do fotoenvelhecimento e do câncer de pele. Investigação, v. 6, n. 1, p. 59-66, jan. 2006.

 

ZINK, B.S. Câncer de pele: a importância do seu diagnóstico, tratamento e prevenção. Revista Hospital Universitário Pedro Ernesto, v. 13, supl. 1, p. 76-83. 2014.

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