Você sabe o que são nutracêuticos?


Criada em 1989, pela Fundation For Innovation in Medicine, a palavra nutracêutico une as palavras nutriente e farmacêutico e foi empregada com o objetivo de criar um produto com características de alimento, mas que também fosse um fármaco.


Os nutracêuticos são classificados como suplementos dietéticos que promovem benefícios à saúde e que fornecem um composto bioativo de forma concentrada e em dosagens superiores àquelas encontradas no alimento normal. Este conceito difere da classificação de alimento funcional, uma vez que estes "incluem alimentos integrais, fortificados, enriquecidos ou melhorados, com efeitos potencialmente benéficos à saúde quando consumidos regularmente como parte de uma dieta variada em níveis efetivos." (D'ANGELIS et al., 2011, p. 548).


Dessa forma, os nutracêuticos são considerados, pela literatura, como compostos bioativos apresentados na forma farmacêutica, ou seja, no formato de tabletes, cápsulas ou comprimidos, e que podem trazer benefícios ao organismo por meio de mecanismos diferentes daqueles observados na nutrição convencional. Importante ressaltar que a utilização dos nutracêuticos somente está associada à diminuição do risco de doenças e à promoção da saúde, sem poder de cura ou prevenção destas. Embora ainda não tenham uma legislação própria no Brasil, são regulamentados de acordo com a legislação de alimentos e de alegação de propriedade funcional e/ou de saúde, ainda que tal cenário esteja em processo de mudança.


Os nutracêuticos podem ser distribuídos em três diferentes categorias: fonte alimentar, propriedade funcional ou natureza química. Fonte alimentar abrange os nutracêuticos cujos ativos são obtidos de fontes vegetais, animais, de bactérias ou leveduras. A propriedade funcional desconsidera a fonte alimentar e agrupa os nutracêuticos de acordo com suas propriedades fisiológicas – ex. antioxidante, antibacteriana, anti-inflamatória, anticarcinogênica, hipocolesterolêmica, entre outras. A natureza química os agrupa de acordo com suas características químicas/moleculares.


Cada vez mais, os nutracêuticos têm sido usados para atenuar os sinais de envelhecimento da pele, ganhando destaque na literatura. Por exemplo, em estudo de Schalka et al. (2017), os autores avaliaram a eficácia de um nutracêutico contendo luteína, licopeno, vitamina C e manganês sobre a síntese de colágeno, elastina e ácido hialurônico em fibroblastos humanos in vitro. Os resultados mostraram que o nutracêutico estimulou a síntese dos três elementos essenciais para a estruturação da derme, responsáveis pela firmeza e elasticidade cutâneas. Adicionalmente, o uso dessa substância representa um grande potencial para retardar o envelhecimento da pele.


Portanto, cada vez mais presentes na prática clínica de nutricionistas e outros profissionais da saúde, os nutracêuticos possuem enorme potencial para a diminuição do risco de doenças, além de trazerem benefícios associados à promoção da saúde.


Referências:


COZZOLINO, S. Nutracêuticos: o que significa. Associação Brasileira para Estudo da Obesidade, v. 55, fev. 2012.


D’ANGELIS, F.H.F. Nutracêuticos e substâncias ergogênicas. In: FARMACOLOGIA Veterinária. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. p. 548-63.


GOMES, A.S. et al. Riscos e benefícios do uso de nutracêuticos para a promoção da saúde. Revista Saúde e Desenvolvimento, v. 11, n. 9, p. 57-75. 2017.


SCHALKA, S. et al. Composto nutracêutico aumenta a síntese de colágeno, elastina e ácido hialurônico. Surgical & Cosmetic Dermatology, v. 9, n. 1, p. 46-50. 2017.


ZEISEL, S.H. Regulation of "nutraceuticals". Science, v. 285, n. 5435, p. 1853-5. 1999.

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