Polifenóis para manter em dia a saúde do coração!

April 23, 2019

 

Ao longo dos anos, muitos estudos têm relacionado o consumo de alimentos ricos em polifenóis com a melhora dos sintomas e a prevenção de doenças cardiovasculares, diabetes tipo II, hipertensão arterial e câncer. 

Os polifenóis são os metabólitos secundários presentes em maior quantidade nas plantas e representam um grupo diverso de moléculas dividido em dois subgrupos: os flavonoides e os não flavonoides. Embora o consumo de polifenóis varie de acordo com o padrão alimentar e a biodisponibilidade desses compostos, há um consenso na literatura a respeito dos benefícios em longo prazo, sobretudo, para a saúde do coração. Compostos como a curcumina podem modular lipoproteínas e reduzir a glicemia plasmática; a hesperidina contribui para a regulação da pressão arterial; o resveratrol, por sua vez, associa-se à modulação de lipoproteínas como regulador do peso corporal e agente lipolítico. Vale ressaltar, ainda, que esses compostos possuem atividades biológicas importantes, principalmente, antioxidante e anti-inflamatória, além de modularem a função gênica de proteínas envolvidas na aterogênese, prevenir danos ao endotélio e reduzir a lesão aterosclerótica.  

Estudos realizados com humanos, comumente, utilizam alimentos ricos em polifenóis ou o componente de forma isolada. A falta de efeito biológico dos polifenóis na dieta pode resultar da baixa biodisponibilidade, da dificuldade em transpor a barreira intestinal ou da rápida excreção e/ou metabolização. Nesse sentido, evidências que mostram os benefícios dos polifenóis para a saúde cardiovascular resultam da soma de propriedades bioquímicas provenientes de diferentes mecanismos e, possivelmente, de interações com outros compostos. 

Miranda (2017) resumiu os benefícios à saúde resultantes do consumo de polifenóis na dieta, bem como os mecanismos propostos para a redução do risco cardiovascular:

•    Estresse oxidativo: redução da peroxidação lipídica; inibição de enzimas pró-oxidantes (xantina e NADPH); indução de enzimas antioxidantes.
•    Formação da placa de ateroma: redução da adesão dos monócitos às células endoteliais; inibição da oxidação do LDL-c.
•    Pressão arterial e tônus vascular: aumento da produção de óxido nítrico; relaxamento do endotélio.
•    Lipídios plasmáticos: redução das concentrações plasmáticas de colesterol (total e LDL-c) e triglicérides; aumento da concentração de HDL-c; redução da oxidação lipídica da membrana. 

Embora não haja recomendações bem definidas sobre o consumo diário de polifenóis, a literatura enfatiza a importância de ingeri-los em longo prazo para o alcance dos benefícios citados, no contexto de uma dieta balanceada e sob recomendação de um profissional especializado.  
Referências:

MATEUS, N.C. A importância de uma dieta rica em polifenóis no controle de doenças cardiovasculares. 2018. 16 fls. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em nutrição) – Faculdade de Ciências da Educação e Saúde, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2018. 

MIRANDA, A.A.M. Estudo epidemiológico do consumo de café, sua contribuição na ingestão de polifenóis e seus potenciais efeitos em fatores de risco cardiovascular, considerando variações genéticas individuais. 2017. 123 fls. Tese (Pós-graduação em Ciências) – Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo São Paulo,  2017.

PEREA, Z.R.; TEISSEDRE, P.L. Grape polyphenols’ effects in human cardiovascular diseases and diabetes. Molecules, v. 22, n. 1, 2017. 
 

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