Qual a diferença entre o óleo de coco tradicional e o TCM de alta pureza?


Por conta dos seus inúmeros benefícios, o óleo de coco já é um velho conhecido das pessoas que buscam uma vida mais saudável. O alimento ajuda a prevenir uma série de doenças e pode ser classificado como uma gordura saudável.

Nesse óleo encontramos diferentes ácidos graxos na forma de triglicerídeos, tanto de cadeia média (TCM), como longa (TCL). Dentre os TCMs estão o ácido capróico (C6), ácido caprílico (C8), ácido cáprico (C10) e o ácido láurico (C12). Já configurados como de TCLs temos o ácido esteárico (C18:0), ácido oleico (C18:1) e ácido linoleico (18:2).

Em especial sobre o ácido caprílico (C8), este faz parte de aproximadamente 6% da composição do óleo de coco comum e conta com potentes propriedades que ajudam a manter o intestino saudável. Esse ácido é metabolizado em apenas 3 etapas para se transformar em energia (ATP), o combustível celular que usamos, contra 26 etapas do açúcar - fato que faz com que a ingestão do óleo de coco aumente nossa saciedade e seja considerado uma fonte rápida de energia. Ao contrário dos triglicerídeos de cadeia longa, esse TCM não é significativamente incorporado em lipoproteínas, sendo absorvido diretamente na corrente sanguínea, ou seja, gera ATP sem passar pelo fígado.

Os TCMs foram introduzidos na clínica há aproximadamente 50 anos, e constituem atualmente a principal forma de gordura presente na dieta humana e, visando o tratamento tanto de disfunções na absorção de lipídios como fonte de energia, substituindo as dietas baseadas em TCLs.

Hoje, já é possível sintetizar o óleo de coco para que possua TCMs como a maior parte da fórmula, aumentando o metabolismo do corpo e garantindo maior disposição. A sintetização destes ácidos graxos, resultando em um TCM de alta pureza, também atua como propriedade antimicrobiana e redutora de colesterol.

Outros benefícios são menos calorias, sabor e aroma neutros, maior solubilidade (não solidifica) e mais da metade da sua composição são triglicerídeos de cadeia média, em comparação com o óleo de coco comum.

REFERÊNCIAS

RODRIGUES, A. Óleo de Coco – Milagre para Emagrecer ou Mais um Modismo?. Abeso, v. 56, p. 5-6, abr. 2010.

FERREIRA, A. M. D.; BARBOSA, P. E. B. and CEDDIA, R. B.. A influência da suplementação de triglicerídeos de cadeia média no desempenho em exercícios de ultra-resistência. Rev Bras Med Esporte [online], vol.9, n.6, p. 155-156, dez. 2003.

GIOIELLI, L. A. Óleos e gorduras vegetais: composição e tecnologia. Rev. bras. farmacogn, vol.5 no.2, p. 212-225, 1996.

FERREIRA, I. K. C. Terapia nutricional em Unidade de Terapia Intensiva. Rev. bras. ter. intensiva. vol.19 n.1, pp.90-97, mar. 2007.

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