A importância da vitamina D durante a gravidez


Durante a gravidez, é comum que parte das mulheres apresentem um baixo nível de vitamina D. As gestantes, identificadas como um grupo de alto risco, contam com prevalência de deficiência de vitamina D que varia entre 20% e 40%.

A Vitamina D, para se tornar ativa, deve passar por sucessivas metabolizações no organismo. No primeiro momento dessa metabolização, há uma etapa dependente especificamente da temperatura da exposição solar, que converte o pró-hormônio em vitamina D3 (colecalciferol).

Nos seres humanos, apenas 10% a 20% da vitamina D necessária a adequada função do organismo provém da dieta. Os restantes 80% a 90% são sintetizados endogenamente, por meio da luz solar. No entanto, dependendo de onde a gestante mora, como em regiões mais afastadas da Linha do Equador, a absorção da vitamina se torna mais difícil. No inverno, os raios solares também são menos fortes e a deficiência pode se intensificar.

Na gestante, a deficiência pode ocasionar problemas como pré-eclâmpsia, resistência à insulina, diabete gestacional, vaginose bacteriana e aumento da frequência de parto cesáreo. Os níveis adequados da vitamina são também importantes para a saúde do feto e do recém-nascido. A deficiência de ViD na gestação é um dos principais fatores de risco para a deficiência também na infância das crianças, já que nas primeiras 6 a 8 semanas de vida os recém-nascidos necessitam da vitamina transferida pela placenta no útero materno.

Estudos observacionais demonstraram também que os níveis baixos de ViD na gestação e a deficiência da mesma na infância estão relacionados ao aumento de outras manifestações não esqueléticas, como a maior incidência de infecções agudas do trato respiratório inferior e sibilâncias recorrentes nos primeiros cinco anos. A suplementação dessa vitamina durante a gestação é indicada em casos de deficiência, visando um menor risco de recém-nascido pequeno para a idade gestacional, de mortalidade fetal ou neonatal ou anormalidade congênita.

Com isso, em muitos casos a suplementação da vitamina é necessária a fim de alcançar os níveis seguros para o organismo e para o desenvolvimento do bebê. É, também, uma forma mais garantida de alcançar os níveis necessários da vitamina.

A Canadian Academy of Pediatrics recomenda suplementar com 2000UI/d durante a gravidez e lactação. Segundo o American College of Obstetricians and Gynecologists, na presença de deficiência de vitamina D diagnosticada durante a gestação deverá ocorrer a reposição com 1000-2000UI/dia de ViD. As doses ideais devem ser recomendadas após deficiência indicada em exame específico.

REFERÊNCIAS WG B., AM N., WEILER H., LEDUC L., SANTAMARIA C., WEI S.Q. Association Between Vitamin D Supplementation During Pregnancy and Offspring Growth, Morbidity, and MortalityA Systematic Review and Meta-analysis. JAMA Pediatr. Published online, may 29, 2018.

URRUTIA-PEREIRA, M. and SOLE, D. Deficiência de vitamina D na gravidez e o seu impacto sobre o feto, o recém-nascido e na infância. Rev. paul. pediatr. vol.33, n.1, p. 104-113, fev. 2015. ASTRO, L. C. G. O sistema endocrinológico vitamina D. Arq Bras Endocrinol Metab, v. 55, n. 8, p. 566-575, nov. 2011.

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