Recomendações alimentares durante a gravidez

August 27, 2019

Durante a gravidez, as necessidades nutricionais da mulher são diferenciadas e necessitam de atenção para que o bebê possa ter o correto desenvolvimento. Nessa fase, recomenda-se a adoção de um estilo de vida saudável, que deve se iniciar até mesmo antes da gravidez, para otimizar a saúde da mãe e reduzir o risco de complicações durante a gestação, assim como evitar algumas doenças no bebê.

O conhecimento atual tem mostrado que a saúde do filho é, em grande parte, programada durante a sua vida intrauterina, e que uma gravidez programada e monitorada trará vantagens para a mãe e para a saúde futura do filho. No Brasil, a assistência pré-natal inclui o acompanhamento e o monitoramento do ganho de peso gestacional e prevê orientações nutricionais voltadas às mulheres no período que vai da gravidez a amamentação.

 

As necessidades de energia vão aumentando de acordo com o trimestre da gestação. Assim, porque o gasto de energia total não se altera significativamente e o ganho de peso é mínimo durante o primeiro trimestre, o consumo de energia adicional é recomendado apenas no segundo e no terceiro trimestre da gravidez. Cerca de 340 e 450 kcal adicionais são recomendadas, respectivamente, durante o segundo e terceiro trimestres, para além das 2000 kcal diárias.

Assim como para qualquer pessoa adulta normal, a recomendação para uma gestante é que ela consuma principalmente alimentos não industrializados, que distribua a alimentação de forma que 80 a 85% dos alimentos ingeridos num dia sejam vegetais e somente 15 a 20% sejam de origem animal (carne/leite/ovos), que varie o cardápio de um dia para o outro, evitando a monotonia alimentar; que coma devagar, mastigando e saboreando bem os alimentos; que evite o excesso de açúcar, de sal e de bebidas alcoólicas; e que faça diversas refeições por dia, evitando comer muito em uma só refeição.

 

É ideal que o cardápio diário inclua cereais, como arroz, aveia, centeio, cevada, milho, trigo; leguminosas, como ervilha, fava, feijão, grão-de-bico, lentilha e soja; tubérculos, como cenoura-amarela, batata-doce, batata-inglesa, cará, inhame, mandioca, abóbora, moranga, aipo, alho, aspargo, beterraba, cebola, cenoura-vermelha, dentre outros; oleaginosas, como amêndoa, amendoim, azeitona, castanha-de-caju, castanha, coco, gergelim, noz; verduras, como acelga, agrião, alcachofra, alface, almeirão, brócolis, brotos-de-feijão, cebolinha; legumes, como abobrinha, berinjela, chuchu, cogumelo, jiló, palmito, pepino, quiabo, tomate; frutas; produtos de origem animal, como carne, leite e ovos; e menos industrializados, como pães, macarrão e outros.

Durante a gravidez, deve-se ter um cuidado especial para consumir alimentos com ferro, sais mineiras e vitaminas, em especial a vitamina D, cuja necessidade aumenta muito. Nesse caso, é recomendada também a exposição ao sol diariamente, principal fonte da vitamina. Em alguns casos, caso seja recomendação médica, pode ser feita a suplementação.

No entanto, é ilusão a ideia de que a gestante necessita de alimentação abundante. O excesso calórico não tem nenhuma vantagem e seus malefícios estéticos e fisiológicos são amplamente conhecidos. Dessa forma, as 300 a 450 calorias a mais diárias representam um aumento mínimo na alimentação, que devem ser suplementadas com as opções mais saudáveis.

 

BAIAO, M. R.; DESLANDES, S. F. Alimentação na gestação e puerpério. Rev. Nutr.,  v. 19, n. 2, p. 245-253,  abr 2006

TEIXEIRA, D. et al. Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável Alimentação e Nutrição na Gravidez, Direção Geral da Saúde de Portugal, 2015

PARIZZI, M. R.; FONSECA, J. G. M. Nutrição na gravidez e lactação, Rev Med Minas Gerais, vol. 20, n. 3, pp. 341-353, 2010

 

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