A relação da Vitamina D com doenças endocrinometabólicas


Atualmente, a insuficiência e deficiência de vitamina D são consideradas um problema de saúde pública no mundo todo, em razão de suas implicações no desenvolvimento de diversas doenças, entre elas, o diabetes melito tipo 2 (DMT2), a obesidade e a hipertensão arterial.

A deficiência de vitamina D pode predispor à intolerância à glicose, a alterações na secreção de insulina e, assim, ao desenvolvimento do DMT2. Esse possível mecanismo ocorre em razão da presença do receptor de vitamina D em diversas células e tecidos, incluindo células-β do pâncreas, no adipócito e no tecido muscular.

Em indivíduos obesos, as alterações do sistema endócrino da vitamina D são responsáveis pelo feedback negativo da síntese hepática da vitamina D3 e também pelo maior influxo de cálcio para o meio intracelular, que pode prejudicar a secreção e a sensibilidade à insulina.

Na hipertensão, a vitamina D pode atuar via sistema renina-angiotensina e também na função vascular. Há evidências de que a vitamina D3 inibe a expressão da renina e bloqueia a proliferação da célula vascular muscular lisa.

Entretanto, faltam ainda estudos que compreendam os mecanismos exatos pelos quais a vitamina D ou a forma ativa D3 promovem melhor funcionamento das células-β, do sistema renina-angiotensina e da regulação da quantidade de gordura corporal.

Considerando que a insuficiência de vitamina D é comumente observada, é sempre necessária que seja feita a suplementação nesses casos, a fim de evitar uma série de problemáticas oriundas dessa deficiência no organismo.

SCHUCH, Natielen Jacques; GARCIA, Vivian Cristina; MARTINI, Ligia Araújo. Vitamina D e doenças endocrinometabólicas. Arq Bras Endocrinol Metab, v. 53, n. 5, p. 625-33, 2009.

CASTRO, Luiz Claudio Gonçalves de. O sistema endocrinológico vitamina D. 2011.

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