Palatinose e Proteínas na Longevidade




Ter qualidade de vida é sinônimo de longevidade. Além dos aspectos físicos e emocionais, a alimentação é grande aliada neste processo, pois pode prevenir o surgimento de doenças e melhorar os parâmetros de saúde de forma geral. Mas, a nível molecular, como os nutrientes atuam no processo de longevidade?


Proteínas

A homeostase proteica é caracterizada pela manutenção do equilíbrio funcional entre a síntese e degradação. A capacidade de manter e ajustar esse equilíbrio em resposta a estímulos internos e externos é essencial para manter a funcionalidade fisiológica das nossas células. A perda de homeostase proteica é uma característica marcante do processo de envelhecimento, que se manifesta no nível celular de várias maneiras, como através de danos oxidativos e taxas alteradas de renovação de proteínas.

A importância da homeostase proteica é reforçada pelos estudos que investigaram que o surgimento de doenças e condições relacionadas à idade estão associadas à incapacidade da célula em manter proteínas saudáveis ​​ou eliminar proteínas defeituosas, como acontece nas doenças neurodegenerativas, cardiovasculares, sarcopenia e até mesmo câncer.


Palatinose

Durante o envelhecimento, diversas condições fisiopatológicas são desencadeadas: a resistência a ação da insulina é uma delas. Neste processo, existe uma sinalização pancreática excessiva para liberação insulínica, que quando elevada de forma crônica, pode trazer prejuízos à saúde, como esteatose hepática, elevação dos níveis de ácido úrico, doença renal crônica e insuficiência cardíaca.

Neste sentido, o uso da palatinose pode ser muito positivo, como vimos no post anterior trata-se de um carboidrato de baixo índice glicêmico, que é liberado de forma lenta e gradativa na circulação plasmática, evitando os picos de insulina e seus desfechos deletérios.


Considerações Gerais

Promover a longevidade por meio da alimentação é possível através do processo de educação nutricional realizado pelos profissionais. A partir do momento em que o nutricionista consegue transferir todo o conhecimento técnico-científico em uma linguagem acessível, o indivíduo compreende a importância dos hábitos mais saudáveis e a mudança começa a acontecer.

Os profissionais podem lançar mão de diversas estratégias nutricionais para alcançar a longevidade, deve-se seguir as recomendações de nutrientes para a população alvo, incluindo os aspectos individuais de cada paciente. Além dos ajustes alimentares, hoje existem diversos estudos que comprovam a funcionalidade terapêutica de suplementos alimentares, como o proteína, creatina e a palatinose, que podem ser utilizados para atingir as necessidades diárias de nutrientes e também reverter danos.


Referências:

ANISIMOV, Vladimir N.; BARTKE, Andrzej. The key role of growth hormone–insulin–IGF-1 signaling in aging and cancer. Critical reviews in oncology/hematology, v. 87, n. 3, p. 201-223, 2013.


BASISTY, Nathan; MEYER, Jesse G.; SCHILLING, Birgit. Protein turnover in aging and longevity. Proteomics, v. 18, n. 5-6, p. 1700108, 2018.



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